quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Novos manuais e livros para alunos invisuais e disléxicos

(Imagem retirada da internet)


Como lê uma criança cega ou com baixa visão? Através de audiolivros. Estes chegam também, e pela primeira vez, aos alunos com dislexia. O projecto, uma parceria do Ministério da Educação, da Fundação Vodafone Portugal e da Porto Editora, é apresentado hoje em Lisboa.

O projecto DAISY 2012 – a sigla inglesa Digital Accessible Information System, um sistema digital de acesso à informação – é apresentado na secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, Lisboa. O objectivo é oferecer a alunos e a professores um software de última geração, o EasyReader, para leitura de audiolivros digitais. 

O programa criado em 2005 e que até agora contemplava apenas alunos cegos e com baixa visão, estende-se agora aos estudantes com dislexia que passam a poder ler e ouvir em simultâneo, facilitando-lhes a compreensão do que lêem. O programa informático tem como objectivo facilitar a leitura e permite ao estudante controlar a velocidade de leitura, mas também escolher o tipo e o tamanho da letra, mudar a cor de fundo e utilizar atalhos no teclado. Por exemplo, um aluno com baixa visão pode aumentar o tamanho da letra até conseguir lê-la ou um disléxico pode mudar a cor do fundo do texto de maneira a facilitar-lhe a leitura. Esta versão “reformulada e melhorada do EasyReader”, permite que os os estudantes tenham acesso a manuais escolares ou outros livros de leitura recomendada, usados por milhares de estudantes portugueses, explica Filomena Pereira, directora de serviços de educação especial da Direcção-Geral de Educação (DGE). 

Ao todo estão a ser produzidos cerca de quatro dezenas de manuais escolares e obras de leitura recomendada, que deverão chegar ainda este ano lectivo a largas centenas de alunos cegos ou com baixa visão e com dislexia, informa o gabinete de comunicação da Vodafone. Dos audiolivros produzidos destacam-se os manuais das disciplinas de História, Ciências Naturais, Tecnologias de Informação e Comunicação e obras de leitura recomendada, comoOs Lusíadas, Os Maias e Viagens na Minha Terra. Portanto, com o novo software os alunos com necessidades educativas especiais deixam de estar limitados à oferta disponibilizada pela DGE e passam a ter acesso a outro tipo de literatura portuguesa e estrangeira. O acesso “torna-se universal” congratula-se Filomena Pereira. 

Já os professores podem produzir conteúdos áudio para os seus alunos, através do uso deste programa. Para esta produção de conteúdos especializados, a DGE vai promover acções de formação. 

300 licenças gratuitas

A partir do dia de hoje vai estar aberto um concurso na página online da DGE, para que alunos e professores das várias escolas do país possam concorrer e adquirir este software. Para o efeito, serão disponibilizadas 300 licenças de forma gratuita. Filomena Pereira prevê “receber imensos pedidos do ensino secundário e 3.º ciclo” e espera conseguir “satisfazer todos os alunos cegos ou de baixa visão”. No caso de alunos com dislexia não faz antevisões, uma vez que o DAISY “é um projecto experimental em Portugal” e a “utilização do software tem de ser devidamente acompanhada”. Vão ser os professores a fazê-lo, com monitorização, acrescenta. Segundo Filomena Pereira, o “projecto é crucial no acesso à informação destes alunos”, pois tal como “qualquer pessoa, os invisuais e disléxicos têm direito à informação, a estar informados”. 

À parceria entre a DGE e a Fundação Vodafone junta-se a Porto Editora. O objectivo é garantir a sustentabilidade do projecto: a DGE supervisiona a adaptação dos manuais a produzir, a Porto Editora fornece os conteúdos digitais e a Vodafone financia integralmente a produção das respectivas matrizes e suporta o custo das licenças do software EasyReader. 

O projecto DAISY pretende “contribuir para o desenvolvimento da Sociedade de Informação, combater a infoexclusão, o insucesso escolar e difundir as novas tecnologias em Portugal”.


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Imagem retirada AQUI


D. Fernando I – “O Formoso” 

A 22 de outubro passam exatos 629 anos que, em 1383, D. Fernando I, o último Rei da I Dinastia morria. 

D. Fernando nasceu a 31 de Outubro de 1345, filho de D. Pedro I e de D. Constança Manuel de Castela. Em 1367, com 22 anos, sucedeu a seu pai. 

O início do reinado de D. Fernando foi marcado pela morte, em 1369, de D. Pedro I, Rei de Castela, sem herdeiros masculinos. D. Fernando era bisneto de D. Sancho IV de Castela, pelo lado materno, e declarou-se herdeiro do trono castelhano. Assim nasceu uma guerra com outros interessados no trono, Pedro IV de Aragão, Carlos II de Navarra. João de Gant, duque de Lancaster, casado com a filha mais velha do falecido Rei de Castela e Henrique da Trastâmara, irmão bastardo de Pedro de Castela e que se havia declarado Rei, como Henrique II. Estava iniciada uma contenda entre países ibéricos, as chamadas Guerras Fernandinas. 

A 1ª Guerra Fernandina (1369-1370) terminou com a mediação do Papa Gregório XI. Foi assinado o Tratado de Alcoutim, em 1371, referido à época como as Pazes de Alcoutim, entre o Rei de Portugal e o de Castela. Pelas suas cláusulas, D. Fernando I comprometia-se a manter boas relações com o rei de França e decidiu-se o matrimónio do Rei português, com a filha de Henrique II. Contudo, D. Fernando enamorou-se de Leonor Teles de Menezes, que era casada e não avançou com o acordo. Conseguiu-se a anulação do primeiro matrimónio de D. Leonor e D. Fernando desposou-a. A população não reagiu bem ao casamento, mas Henrique II nada fez, casando sua filha com Carlos III de Navarra. 

Na 2ª Guerra Fernandina (1372-1373),o duque de Lancaster convenceu D. Fernando a participar num acordo secreto para expulsar Henrique II do trono de Castela. Contudo a Guerra terminou rapidamente e foi assinado o Tratado de Santarém entre ambos os reis ibéricos, nele se estipulava a expulsão dos apoiantes galegos de D. Fernando do território português. 

D. Leonor tinha cada vez mais influência sobre o marido e a sua política externa, o que levou a um forte descontentamento da população. A Rainha era rejeitada pelos seus súbditos, que a chamavam a Aleivosa. Apesar disso, a paz assinada com Castela permitiu a D. Fernando dedicar-se à administração do Reino. Assim, mandou reparar muitos castelos e construir outros, ordenando a construção de novas muralhas em redor de Lisboa e do Porto. Com o objetivo de desenvolver a Agricultura, D. Fernando promulgou a Lei das Sesmarias, que impedia o pousio nas terras suscetíveis de aproveitamento e procurava o aumento de homens nas terras. 

O Rei D. Fernando I alargou as relações mercantis de Portugal, incentivando a presença de mercadores estrangeiros, em Lisboa. Assistiu-se também ao desenvolvimento da marinha. D. Fernando deu a autorização ao corte de madeiras nas matas reais para a construção de navios a partir de certa tonelagem, decidiu ainda pela isenção total de direitos sobre a importação de ferragens, de apetrechos para navios e até da aquisição de navios já feitos. Criou, então, a Companhia das Naus, na qual todos os navios tinham que ser registados, pagando uma percentagem dos lucros de cada viagem para a caixa comum, que servia posteriormente para o pagamento dos prejuízos dos navios que se afundassem ou sofressem avarias. 

Entre 1381 e 1382, deu-se a 3ª Guerra Fernandina. Assim, com a morte de Henrique II, em 1379, o duque de Lancaster reclamou novamente os seus direitos. Tendo D. Fernando como aliado. Contudo, a relação entre ambos esfriou. Foi então assinada a paz com Castela, no Tratado de Elvas, em 1382, onde ficou estipulado que D. Beatriz, a herdeira de D. Fernando, se casaria com o filho do rei João I de Castela. 

D. Fernando assinou o Tratado de Salvaterra de Magos, pouco antes de morrer. Este acordo entre Portugal e Espanha punha fim às Guerras Fernandinas e oficializava o casamento de D. Beatriz, não com o filho mas com o próprio João I de Castela. Em Salvaterra de Magos, D. Fernando procurou evitar a união das duas coroas ibéricas, decidindo que quando D. Fernando morresse, iria ficar sua mulher, D. Leonor Teles, regente de Portugal até que o filho de D. Beatriz e do Rei de Castela atingisse os 14 anos (D. João tinha filhos do primeiro casamento e assim não se comprometia a independência). Assim, quando esse filho atingisse os 14 anos, seria o futuro rei de Portugal. D. Fernando também exigiu que os reinos de Portugal e Castela nunca se unissem 

A 22 de outubro de 1383 morreu D. Fernando I, D. Leonor Teles foi nomeada regente em nome de sua filha. A transição não foi pacífica, pois havia quem declarasse que esta situação seria a anexação de Portugal por Castela. Vários apoiantes a favor da independência se juntaram em torno de D. João, Mestre de Avis, meio-irmão de D. Fernando. A este período chamou-se a crise dinástica de 1383-1385, que terminou com a vitória de D. João e o nascimento da Dinastia de Avis, a 2ª da História de Portugal. 

D. Fernando como era Formoso, ganhou este cognome pela gentileza do seu porte, embora alguns atestam que devido à sua política externa, com as Guerras Fernandinas e porque após a sua morte, o trono português esteve à beira de ser anexado por Castela, o Rei devia ser chamado do Inconsciente ou até do Inconstante

Neste momento da nossa História, estamos novamente a passar por uma crise e por várias “batalhas”, em que os governantes parecem ter esquecido dos seus cidadãos e das suas necessidades. Não parecemos um país guerreiro, que luta por um caminho melhor para todos, não! Neste momento, somos um país que não pensa nos seus, mas nas regras da Troika que têm penalizado os portugueses. Nós somos Portugal e devemos preservar e defender o nosso país, o nosso povo, a nossa cultura….é o momento de lutar e de não aceitar que destruam o nosso país com quase nove séculos de História…Sejamos firmes e determinados. 

É preciso viver o passado para construir o futuro! 
Francisco Miguel Nogueira 


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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Alzheimer vs Água

(imagem retirada da internet)



Alzheimer: 
1 litro de água por dia previne agravamento

Beber um litro de água mineral rica em sílica diariamente pode prevenir o declínio cognitivo dos doentes de Alzheimer, ajudando a remover o alumínio do organismo. A conclusão é de um estudo britânico cujos resultados são considerados "surpreendentes", já que podem trazer uma nova esperança no combate ao problema.

A equipa de investigadores da Universidade de Keele, no Reino Unido, estudou 30 voluntários - 15 homens e 15 mulheres - com Alzheimer. Os participantes beberam um litro de água mineral da marca malaia Spritzer, que apresenta uma elevada concentração de sílica, todos os dias durante 13 semanas. A maioria dos envolvidos não mostrou qualquer novo sinal de deterioração cognitiva depois da experiência e, em três dos doentes, observou-se até uma melhoria na saúde mental. Citado pelo Daily Mail, Christopher Exley, que coordenou a investigação, explicou que esta incidiu sobre duas questões diferentes. "Primeiro focámo-nos no facto de a ingestão deste tipo de água remover o alumínio do corpo, limpando o sangue, e depois analisámos as capacidades cognitivas dos pacientes com Alzheimer e tentámos perceber se estas se tinham alterado com a redução dos níveis de alumínio", esclareceu o especialista. "O mais interessante é que, de facto, testemunhámos a existência de uma relação potencial entre a remoção do alumínio e uma melhoria na função cognitiva. É muito improvável ver este tipo de mudança num período de tempo tão curto, pelo que a observação das alterações foi uma grande surpresa", confessou Exley.

Próximo objetivo é reduzir o risco de vir a sofrer da doença

No decorrer do estudo, os pacientes que seguiram a "terapia da água" beneficiaram de uma enorme redução nos níveis de alumínio no organismo - a diminuição foi, no mínimo, de 50% e, nalguns casos, chegou mesmo aos 70%. Depois, os voluntários foram avaliados através de um método comum de diagnóstico, que inclui 'jogos' de memória e tarefas simples como desenhar um relógio, algo que pode ser difícil para pessoas cuja função cognitiva está a deteriorar-se. "Vimos melhorias em alguns casos, uma manutenção da situação noutros e, numa menor percentagem dos pacientes, a degradação continuou", apontou o cientista, sublinhando que a ingestão de um litro de água é mais eficaz se esta for ingerida gradualmente em vez de ser bebida de uma só vez em grandes quantidades. Agora, adiantou Exley, a equipa pretende desenvolver estudos mais aprofundados com o objetivo de compreender se será possível reduzir o risco de Alzheimer nas pessoas predispostas a vir a sofrer da doença. "São pessoas com uma idade que se situa, normalmente, entre os 40 e os 60 anos. Se conseguíssemos com que incluíssem a água mineral rica em sílica nas suas dietas no futuro e diminuir o perigo de virem a sofrer da patologia seria fantástico", concluiu.


Créditos: Boas notícias
Estudo em Inglês AQUI


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