domingo, 3 de abril de 2016

O assunto é...

(imagem retirada da Internet)



O stress é um mecanismo de defesa do nosso organismo face a situações ameaçadoras. O problema ocorre quando surgem “ameaças” que não são possíveis de combater de uma forma imediata. Quando a origem do stress é o excesso de trabalho, problemas familiares ou financeiros, pode ser muito difícil desativar as respostas ao stress, o que leva a um estado de tensão permanente. Este tipo de stress prolongado é o que está associado à hipertensão, doenças cardiovasculares, depressão e insónia.


É impossível viver sem stress e, em doses moderadas, este pode ser positivo. Não é possível eliminar todos os problemas da nossa vida mas… podemos torná-la menos stressante. Está comprovado cientificamente que fazer exercício físico ajuda a regular os níveis de stress, diminui a tensão muscular, previne a depressão, melhora o humor e o rendimento físico e intelectual. Para algumas pessoas, atividades como ioga, meditação ou tai chi podem ser melhor opção, enquanto outras tirarão mais partido da corrida ou do ciclismo. 




MEIO CRESCENTE - Ideias em Movimento!
Psicologia, Educação, Saúde e Bem-Estar!

Motivação vs Mudança

(imagem retirada da internet)





É preciso motivação para mudar


Está a atravessar uma fase difícil? Está a ponderar mudar algo na sua rotina, nos seus hábitos ou comportamentos?


Mudar de comportamento poderá revelar-se um sério dilema, a médio e a longo prazo. Existem pelo menos dois fatores que contribuem para dificultar a mudança
1. Ambivalência
2. Resistência.

Algumas afirmações comuns: “Ontem queria mudar o meu comportamento, mas hoje quando acordei já não quero mudar. Ontem queria, mas hoje não quero. Mas, afinal, o que é que se passa comigo? Já não sei o que quero”

A motivação para a mudança é dinâmica e multidimensional. Isto é, hoje podemos estar motivados, mas amanhã a motivação desaparece, para nosso espanto. Sentimo-nos divididos e confusos porque não sabemos o que fazer. E quando não sabemos como e o quê, optamos por permanecer na mesma, mesmo que isso se revele desconfortável para a consciência. Em algumas situações mais complexas, podemos até pressupor que existe algo de errado com o nosso estado mental.

As boas notícias são: queremos mas depois não queremos é normal, aceitável e compreensível. As más notícias são: se estamos em ambivalência ou a resistir à mudança, precisamos de assumir a responsabilidade pelos nossos sentimentos e comportamentos e parar de culpar o mundo, as situações e as pessoas à nossa volta pelo infortúnio.

A vida é difícil e complicada. Perante a mudança de comportamentos (automatismos, rituais e rotinas), as pessoas lutam com problemas, conflitos e inquietações. Quando estamos ambivalentes, em relação a algo que precisamos de mudar, ficamos mais sensíveis e /ou resistentes em relação ao tema em questão. Ficamos mais reservados e resistente ao diálogo, à crítica e ao feedback. Por exemplo, se queremos parar de fumar, mas as tentativas para o fazer revelam-se frustrantes, optamos por não querer falar abertamente sobre o assunto. Fora da nossa zona de segurança, todos nós, conhecemos a ambivalência e a resistência à mudança.


Compreender a motivação é o primeiro passo
  • A falta de motivação não significa desistência e desilusão, mas um desafio a ser compreendido e discutido o mais honestamente possível.
  • A motivação para a mudança não reside somente dentro de nós, envolve o contexto à nossa volta, lugares, pessoas e coisas.
  • Certas coisas podem ter acontecido à nossa volta, mas na realidade aquilo que aconteceu foi dentro de nós que provocou a mudança.
  • Ao início a motivação para a mudança contempla a decisão para com o objetivo, mais tarde reforça a decisão para o compromisso.
  • Compreender a motivação é o equivalente a uma maratona em vez de uma corrida de 100 metros.
  • A motivação para mudança não erradica os sentimentos coexistentes de conflito e resistência, ajuda a identificar e a compreende-los. Há dias que estamos mais confusos sobre a mudança que noutros, nesse sentido, podemos agarrar todas as oportunidades para nos motivar.
  • A fim de se auto motivar concentre-se nas tarefas, responsabilidades, convicções/regras e através da perceção das outras pessoas. Lide com sentimentos, medo, ansiedade, vergonha e com a culpa.
  • Elabore duas listas: 1. Aspetos positivos da mudança. 2. Aspetos negativos da mudança. Contemple as duas listas e tire as suas conclusões. Poderá beneficiar, deste trabalho, se se fizer acompanhar de uma pessoa. Peça feedback crítico.

“Toda a grande obra supõe um sacrifício, e no próprio sacrifício se encontra a mais bela e a mais valiosa das recompensas.” Professor Agostinho da Silva

Autor: João Alexandre Rodrigues
Retirado AQUI

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Pensar vs ...

(imagem retirada da internet)






Pensar não é essencial para 

sobrevivermos neste mundo?


A sua mente é um instrumento, uma ferramenta. Existe para ser usada numa tarefa específica e, quando essa tarefa termina, põe-se de parte. Assim sendo, eu teria que cerca de 80 a 90% do pensamento da maioria das pessoas é não só repetitivo e inútil, mas, devido à sua natureza disfuncional e muitas vezes negativas, é também muitas vezes prejudicial. Esta espécie de pensamento compulsivo é, na realidade, um vício. O que carateriza um vício? Muito simplesmente isto: você deixa de sentir que tem a opção de parar. Parece ser mais forte que você. E dá-lhe igualmente uma falsa sensação de prazer… Prazer esse que invariavelmente se transforma em dor. Porque motivo seríamos nós viciados em pensar? Porque você se identifica com o pensamento, o que significa que obtém a sua sensação de identidade a partir do conteúdo e da atividade da sua mente. Porque você simplesmente acredita que deixaria de existir se deixasse de pensar. Ao crescer, você forma uma imagem mental da pessoa que é com base nos seus condicionamentos pessoais e culturais.

Livro "O Poder do Agora"
Eckhart Tolle


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sábado, 8 de agosto de 2015

Workshops MEIO CRESCENTE

(imagem retirada da internet)

Workshop Gestão Stress

Stress é uma palavra que repetimos diariamente, mas qual será o seu verdadeiro significado? ...
Qual a sua origem?...
Como se manifesta? ...
O que podemos aprender com ele? …
Que estratégias usar? ...

Através deste workshop queremos ajudar a identificar qual o seu nível de stress, de que maneira este afeta a sua vida, quais os padrões em que habitualmente ele surge na sua vida e de que modo se manifesta no comportamento diário... Estará disposto a mudar a forma como reage ao stress diário?

Dia: 17 agosto
Hora: 19h – 21h

Conteúdos do Workshop:

  • Raio X ao stress
  • Stress e estilo de vida
  • Estratégias de gestão de stress 

Workshop Gestão Conflitos

Quais são as palavras e sentimentos que nos vem à mente quando pensamos em conflito? Sempre que pensamos em conflitos, pensamos em algo bom ou não? O que realmente é um conflito? Quais as melhores formas para lidar com eles? Como podemos resolve-los?

Dia: 19 agosto
Hora: 19h – 21h


Conteúdos do Workshop:
  • Definição de conflito
  • A importância do conflito na vida
  • Tipo de conflitos
  • Consequências possíveis da não resolução adequada de conflitos
  • A resistência à frustração
  • O conflito no local de trabalho
  • O conflito na vida pessoal
  • O conflito na comunidade
  • Estratégias de prevenção
  • Estratégias de gestão
  • Assertividade vs. Agressividade

Workshop Burnout: Síndrome de Exaustão

O Burnout está associado a um conjunto de sintomas relacionados com o cansaço, quer físico, quer emocional, provocados pelo ambiente profissional. Através deste workshop pretendemos desmistificar alguns conceitos relacionados a Gestão de Conflitos, chamar atenção para a prevenção, identificar sintomas e propor soluções.

Dia: 21 agosto
Hora: 19h – 21h

Conteúdos do Workshop:

  • O que é o Burnout?
  • Desgaste rápido no trabalho
  • Características do Burnout
  • Possíveis consequências do Burnout
  • Prevenir, lidar, tratar
  • Soluções eficazes
  • A importância do aconselhamento e da supervisão

Inscrições através do link seguinte:
https://docs.google.com/forms/d/1QZ5fMbT0HCWbiOeRJHALkxwdMjkm1izg1LgH2xvudGw/viewform?usp=send_form

Preços:
- Workshop Gestão stress: 20 euros
- Workshop Gestão conflitos: 20 euros
- Workshop Burnout: Síndrome de Exaustão: 20 euros
- 3 workshops: 45 euros

Observações:
- Coffee-Break incluído
- Trazer roupa confortável

Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças! (Leon C. Megginson)


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terça-feira, 4 de agosto de 2015

HOJE...

(imagem retirada da internet)



A Vontade de Mudar

A mudança implica dor. Dói porque nos obrigamos a romper com padrões calcinados de conforto e preguiça onde controlamos e sabemos tudo. Obriga-nos a crescer e não há nada que cresça sem nos abanar, criar desconforto e necessidade de adaptação. Mas quem muda sempre alcança. Ninguém chega a lado nenhum que valha a pena sem ter mudado alguma coisa. A vontade de mudar é uma espécie de ignição que liga o principal motor que nos conduz, o coração. Mudar é voltar a sentir, assumir responsabilidades, curar o que há para ser tratado e, finalmente, agir. E muitas vezes nem é preciso sair do mesmo lugar, basta alterarmos o significado mental que damos à situação que estamos a viver. 
(Gustavo Santos, in 'O Caminho')


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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Parabéns MEIO CRESCENTE

(imagem retirada da internet)



O MEIO CRESCENTE está de Parabéns!

Falar do MEIO CRESCENTE nunca é uma tarefa fácil,
simplesmente faltam-me as palavras para puder descrever o significado 
que este projecto tem para mim. É um sonho que está crescendo, que vai ultrapassando obstáculos, que aos poucos vai ganhando asas para voar, voar, voar...

Embora o futuro esteja rodeado de muitas incertezas, a vontade de continuar a trabalhar é grande, repleta de esperança e de fé que tudo vale a pena. Que todas as nossas experiências são grandes aprendizagens que a vida nos dá para nos aperfeiçoar enquanto seres humanos.

Grata a todos por acompanharem o trabalho do MEIO CRESCENTE
Com amizade
Albertina Gouveia


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Artigo Indisciplina

(imagem retirada da internet)





(re)Agir na indisciplina!

A indisciplina é um dos problemas que mais condiciona o crescimento de crianças e jovens. Afeta as relações, as aprendizagens, a autoestima e, consequentemente, o sucesso pessoal e académico. O que podemos fazer?


Apontada por pais e professores como um dos maiores obstáculos pedagógicos dos tempos atuais e vista como o pesadelo dos educadores, a indisciplina é também fonte de instabilidade para a maioria das crianças e jovens, criando barreiras e dificultando o seu processo de crescimento e de ensino-aprendizagem.

O que é: 
A indisciplina pode ser definida como uma transgressão extrema e danosa às normas impostas pelo contexto em que se está inserido, dificultando desta forma o seu normal funcionamento. As situações de indisciplina podem ser de diversas ordens e suscetíveis a distintas interpretações, variando ao longo de um contínuo, desde situações pontuais de quebra de limites a comportamentos de violência extrema e de vandalismo. Por oposição à disciplina (que tem por base a definição de valores e de limites e que procura delimitar os contornos entre o certo e o errado), a indisciplina vem da desobediência, desordem e rebelião face às regras que estão instituídas e está intimamente ligada à falta de limites e de fronteiras entre o que é permitido e o que não é.

Pode ser vista por alguns como uma forma de expressão, isto é, como manifestação de descontentamento ou como chamada de atenção. E pode ainda encapotar situações de instabilidade e sofrimento emocional que, por dificuldades de expressão em idades mais precoces ou em situações emocionais mais intensas, são manifestadas através de comportamentos desajustados. Em ambos os casos é fundamental que os adultos cuidadores procurem perceber o que está por detrás dos comportamentos de indisciplina de modo a poder chegar ao foco da questão que o despoleta.

De entre os vários comportamentos que são apontados como estando na causa de situações de indisciplina salientam-se a falta de cumprimento das regras e o crescente desrespeito pelas figuras e situações de autoridade. Enquanto nas crianças os comportamentos de indisciplina tendem a ser irritantes, agressivos, impulsivos e de mau humor, os jovens demonstram uma maior oposição face às regras e normas sociais e um maior confronto direto com as suas figuras de autoridade (pais e professores).

A influência dos grupos: 
Um dos fatores apontado como base da indisciplina é a relação da criança e principalmente do jovem com a sua turma e com os grupos de que faz parte, uma vez que a influência do grupo de pares e a identificação com modelos de comportamento característicos de certos grupos pode potenciar alguns comportamentos de indisciplina e de desrespeito pelas normas sociais.

A indisciplina é apontada por alguns estudos como catalisador da escalada do comportamento antissocial dado o não cumprimento de normas e regras sociais, a dificuldade de obedecer às figuras de autoridade e os comportamentos atípicos e ajustados, verificado em ambas as situações. Tendo por base a possível relação, é fundamental atalhar os comportamentos de indisciplina para que os mesmos não se transformem numa desadaptação generalizada ao meio.

O tipo de resposta a situações de indisciplina deve ser cuidadosamente pensado uma vez nem todos os comportamentos indesejáveis que são punidos desaparecem. Os castigos e as punições são úteis para controlar o mau comportamento, mas por si só não ensinam a forma desejada de agir nem reduzem a vontade de realizar um comportamento inadequado - mais do que o castigo é fundamental que a criança/jovem compreenda as implicações do seu comportamento e as consequências do mesmo. Os educadores deverão esclarecer as razões que explicam o porquê daquele comportamento ser errado e evitar dramatizar a situação ou fazer comentários que a tornem numa luta de poderes ou numa vingança contra a criança/jovem. Caso seja atribuído um castigo, é importante que a criança/jovem perceba que o que está a ser feito é punir o comportamento que foi desadequado, não deixando espaço para que esta punição seja entendida como uma rejeição.

Em família: 
A família é o primeiro contexto de aprendizagem da criança, daí a sua importância na formação dos seus valores e das suas regras de conduta. É na relação que cada criança estabelece com as suas figuras de referência (habitualmente os pais) que vai construindo os seus modelos de comportamentos, de reação às situações que vivencia e de relação com os outros, uma vez que a maioria dos comportamentos é aprendida por imitação e por experimentação.

Desta forma a família tem particular importância no que toca à gestão dos comportamentos de indisciplina desde tenra idade. A desobediência e a falta de precisão nos limites familiares fazem com que as crianças não compreendam a importância das regras e das normas, desrespeitando-as com maior facilidade.

Os problemas de indisciplina, contrariamente ao que ainda é algumas vezes referido, não acontecem apenas em contextos familiares desestruturados, onde não há imposição de regras ou limites, ou perante momentos de conflitos. Muitas vezes, a indisciplina é a forma da criança demonstrar que não consegue lidar com determinadas situações e de chamar a atenção dos demais.

Em contexto académico: 
A indisciplina e a desordem em meio escolar constituem um dos pontos de grande preocupação dos pais e dos educadores, dada a frequência e gravidade com que ocorrem estas situações. A indisciplina não é apenas uma infração ao regulamento interno da escola ou um desrespeito às boas maneiras. Esta é geralmente uma manifestação de um conflito dirigida a intervenientes específicos e de formas diversificadas e há que ter especial cuidado uma vez que os comportamentos indisciplinados de um aluno podem influenciar aos demais, criando um clima de total descontrole.

A indisciplina em sala de aula, despoleta um misto de sentimentos aos professores, nomeadamente: preocupação, impaciência, indignação e incapacidade. Muitos afirmam que o comportamento apresentado por certos alunos prejudica significativamente o andamento do trabalho pedagógico desenvolvido em sala de aula e que os prejuízos são causados pelos barulhos excessivos, pela não realização dos exercícios propostos para a sala ou casa e pela desobediência.

Há que ter em consideração que nem todos os comportamentos desajustados são resultado de atos de indisciplina, podendo dever-se a características individuais dos alunos. A distinção entre ambas as situações é fundamental para poder atuar de forma mais ajustada. Caso os comportamentos indisciplinados sejam apenas o reflexo de outras situações, as repressões e as sanções só são eficazes quando complementadas com estratégias mais abrangentes que abarquem também o foco do problema uma vez que, de outra forma, serão ineficazes e até contraproducentes. De entre essas situações salientam-se os alunos mais curiosos ou contestatários, os desmotivados/desinteressados, os imaturos e os que apresentam dificuldades escolares.


ESTRATÉGIAS PARA INTERVIR NA INDISCIPLINA

Embora cada situação seja única e irrepetível, e como tal não haja comportamentos padrão para fazer face a estas situações, é possível para os pais/professores gerir as situações de indisciplina de maneira mais eficaz. Desta forma é importante:
  • identificar os alunos/situações perturbadoras;
  • dialogar sobre as situações menos funcionais, adequando as palavras e procurando estratégias conjuntas para a sua resolução;
  • diferenciar as situações de aprendizagem, indo ao encontro das necessidades individuais de cada criança/jovem;
  • valorizar os comportamentos corretos e ajustados;
  • responsabilizar a criança/jovem pelas suas aprendizagens e pelos seus comportamentos;
  • mudar estratégias, discurso e posições na sala se necessário;
  • reforçar as ligações escola-família, trabalhando em cooperação e articulação;

O PROFESSOR DEVE AINDA:
  • refletir sobre as suas atitudes e funções enquanto educador;
  • planificar as aulas cuidadosamente – quanto mais eficaz e bem organizada for uma aula, menos espaço haverá para comportamentos desajustados por parte dos alunos;
  • cativar os alunos para a aprendizagem da sua disciplina;
  • fomentar o respeito mútuo e o desenvolvimento da autoconfiança;
  • debater o regulamento da turma com os alunos sempre que necessário, respeitando as várias opiniões e fazendo-se respeitar;
  • ter em atenção a sua linguagem não verbal bem como a dos alunos, durante o decorrer da aula;
  • utilizar uma linguagem e um discurso ajustado e construtivo;
  • evitar comentários desnecessários sobre questões externas à aula ou à matéria, principalmente se os mesmos expuserem alguns alunos;
  • diferenciar a aula de acordo com as características dos alunos;
  • dar feedback construtivo e definir metas ajustadas às capacidades de cada aluno;
  • gerir as expectativas de aprendizagem e valorizar o esforço;
  • atuar nas situações menos ajustadas, com calma e firmeza.
A forma privilegiada de proceder perante os casos de indisciplina é, sem dúvida, a prevenção. É fundamental consciencializar as crianças e os jovens sobre a importância da escola e do seu envolvimento no processo de aprendizagem de modo a cativá-los e a responsabilizá-los pelo seu processo educativo. Ao assimilarem a importância que a escola tem na sua construção e na aquisição de ferramentas essenciais para o seu futuro, é mais fácil diminuir os comportamentos de desinvestimento e aumentar o empenho e a motivação dos alunos face às suas aprendizagens.

Informação retirada AQUI


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Livro da semana "O Poder do Agora"

(imagem retirada da internet)




O Poder do Agora: 
Guia para o crescimento espiritual
Eckhart Tolle


Sinopse:
Um texto que nos traz uma lição simples e singela: como usar o potencial do presente, como viver no agora. A nossa mente tende sempre a seguir um caudal de pensamentos, dirigindo-se para o passado ou para o futuro, esquecendo-se constantemente do presente. Mas é no presente, e na consciência do presente, que podemos encontrar a paz e a libertação. De forma prática e acessível, esta obra, uma apresentação do misticismo clássico para os tempos modernos, dá-nos a ver como aceder ao poder ilimitado do agora.

Críticas de imprensa
«Este é o melhor livro que li nos últimos anos.» 
Deepak Chopra

Informação retirada AQUI



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HOJE...

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HOJE...
É preciso coragem para ser diferente e 
muita competência para fazer a diferença!



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sábado, 25 de abril de 2015

MEIO CRESCENTE

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Estamos de volta...


Após alguns encontros e desencontros com a VIDA...

Estamos de volta ao blogue do MEIO CRESCENTE no dia em que se celebrar em Portugal o Dia da Liberdade!

Voltar às publicações neste dia tão marcante para os Portugueses é uma forma de continuar a acreditar de o Sonho Comanda a Vida, é sempre que o homem sonha o mundo pula e avança, como uma bola colorida entre as mãos de uma criança!

Por favor entre e fique à vontade!


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Crónica "A Revolução dos Cravos"

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A Revolução dos Cravos



Há exatos 41 anos, a 25 de abril de 1974, dava-se a Revolução dos Cravos. O Estado Novo que vigorara em Portugal durante décadas chegava ao seu fim. Terminava assim o regime ditatorial que por mais anos esteve no poder na Europa.

Na noite de dia 24 de abril, o quartel da Pontinha, em Lisboa, era secretamente ocupado por um grupo militar, chefiado por Otelo Saraiva de Carvalho. Pelas 22h55, os Emissores Associados de Lisboa emitiam a canção E Depois do Adeus de Paulo de Carvalho, a primeira senha do golpe militar. A segunda senha era transmitida à meia-noite e vinte, pela Rádio Renascença, no programa “Limite”, com a música Grândola Vila Morena de Zeca Afonso. O golpe começava, com a intervenção de vários regimes militares, como, por exemplo, o de Lisboa, do Porto, de Santarém, de Viseu, de Braga, de Mafra e de Viana do Castelo.

Às 03h, as tropas do Movimento das Forças Armadas (MFA), numa ação conjunta, ocuparam vários pontos estratégicos de Lisboa, como o Aeroporto e as estações emissoras, entre elas, a Rádio Clube Português (RCP), a Emissora Nacional e a RTP. Os Quartéis-generais eram cercados. Pelas 04h20 o MFA difundia pelo RCP o 1º comunicado ao país.

Às 04h45m foi lido o 2º comunicado do MFA, na antena do RCP, onde se aconselhava a população a manter a prudência e a calma. Nas horas seguintes, os Ministros do Estado Novo reuniram-se, era preciso travar a situação. Ao nascer do dia, as Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, lideradas pelo Capitão Salgueiro Maia, personagem de relevo em todo este processo, estacionaram no Terreiro do Paço, pondo várias autometralhadoras e blindados na Praça e na Rua do Ouro.

Pelas 06h30, o Presidente do Conselho de Ministros, Marcello Caetano, refugiou-se no Quartel do Carmo, sede da PIDE/DGS, enquanto isto, o cerco a Lisboa ganhava forma. O Porto e pontualmente muitas zonas do país aderiram ao golpe. As horas seguintes marcaram a perda da força do regime. Já pelas 13h30, as forças paramilitares leais ao regime começaram a render-se. A 1ª foi a Legião Portuguesa. O regime começava a colapsar-se.

As tropas do MFA, lideradas por Salgueiro Maia, movimentaram-se e 5 populares foram atingidos pelas forças do regime. Assim, morreram neste dia: António Lage (32 anos), Fernando Luís Barreiros dos Reis (24 anos), Francisco Carvalho Gesteiro (18 anos), João Guilherme Rego Arruda (20 anos), açoriano e estudante em Lisboa, e José James Harteley Barnetto (37 anos).

O Estado Novo percebeu que o seu fim estava iminente e que o melhor era tratar das negociações. A Comissão Democrática Eleitoral distribuiu, então, um comunicado, solidarizando-se com o MFA e os populares cercaram o Largo do Carmo. Marcello Caetano recusou assinar a sua rendição perante um capitão, pois não queria que o “poder caísse” nas ruas, foi então chamado o general António Spínola. Este tinha publicado o livro “Portugal e o futuro”, que apontava soluções políticas e não militares para a Guerra Colonial, afirmando que a essência da Nação, a segurança física, o bem-estar material e social dos portugueses estavam em grave risco. Esta obra vendeu, em poucos meses, 350 mil exemplares, tornando-se um autêntico sucesso de vendas. Spínola ganhou fama, prestígio e, sobretudo, respeito. Assim, Marcello Caetano e o Quartel do Carmo renderam-se. Salgueiro Maia revelava que iria proceder-se à “transmissão de poderes” de Caetano para o General Spínola, o que aconteceu nos minutos seguintes.

Pelas 19h30m, Marcello Caetano e os ministros que estavam com ele no Quartel do Carmo foram transportados, numa Chaimite, para o posto de comando do MFA, na Pontinha. Marcello Caetano foi levado depois por Salgueiro Maia para o Aeroporto, partindo com a família rumo ao exílio, no Brasil. Spínola tornou-se então presidente da Junta de Salvação Nacional, que passou a deter as principais funções de condução do Estado após o golpe. Spínola foi ainda escolhido pelos seus camaradas para exercer o cargo de 1º Presidente da República depois do Estado Novo, cargo que ocupou até final de setembro de 1974. O cargo de primeiro-ministro foi entregue a Adelino da Palma Carlos. Foi então redigido o Decreto-Lei 171/74, que entrou “imediatamente em vigor", visando à extinção da Direcção-Geral de Segurança, da Legião Portuguesa, da Mocidade Portuguesa e da Mocidade Portuguesa Feminina.

O regime de exceção, que vigorou no país por 48 anos, chegava ao fim. A Liberdade e a Democracia eram anunciadas. Os meses seguintes seriam turbulentos, mas Portugal renascia com a Revolução.
Neste 25 de abril de 2015, dia em que Portugal comemora a Revolução, é preciso avaliar o estado da Democracia e da Liberdade em Portugal. Num momento crucial da nossa História, em que somos impelidos a tomar decisões e ter atitudes, não podemos fugir dos nossos deveres. Precisamos de ter uma voz ativa na luta pelos nossos direitos e relembrar que a Liberdade foi um bem precioso que conquistamos e não podemos deixar que nos roubem a fraternidade, a solidariedade e o espírito de abril. A crise não pode servir como explicação para o desrespeito pelos nossos direitos, mas também não podemos esquecer que temos deveres.
Nesta encruzilhada onde se encontra a nossa sociedade, reitero um pensamento que me acompanha nas comemorações da Revolução dos Cravos, “25 de abril sempre, Fascismo nunca mais”.

Autoria: Francisco Miguel Nogueira


O 25 de abril deve ser relembrado pela importância deste dia para a História recente do nosso país, assim deixo aqui alguns livros sobre a Revolução dos Cravos:
  • BRITO, J.M Brandão (coord.), Revolução e Democracia - Do Marcelismo ao Fim do Império, Lisboa, Editorial Notícias, 1999.
  • BRUNEAU, Thomas C., “As Dimensões Internacionais da Revolução Portuguesa: Apoios e Constrangimentos no Estabelecimento da Democracia”, in Análise Social, nº18, 72/73/74, 1982, pp.72-83.
  • CUNHA, Alfredo; GOMES, Adelino, Os Rapazes dos Tanques, Porto Editora, 2014.
  • FERNANDES, Ferreira, Lembro-me que - As memórias dos dias que antecederam o 25 de Abril, Quetzal, 2014.
  • FERREIRA, José Medeiros, “Portugal em Transe» (1974-1985)”, in José Mattoso (Dir.), História de Portugal, vol VIII, Lisboa, Círculo de Leitores, 1995.
  • REZOLA, Maria Inácia, 25 de Abril. Mitos de uma Revolução, Lisboa, Esfera dos Livros, 2007.
  • LETRIA, José Jorge, Capitães de Abril, Porto, Âmbar, 1999.
  • MAXWELL, Kenneth, Construção da Democracia em Portugal, Lisboa, Presença, 1999
  • REZOLA, Maria Inácia, Os Militares na Revolução de Abril. O Conselho da Revolução e a Transição para a Democracia em Portugal (1974-1976), Campo da Comunicação, 2006.
  • RODRIGUES, Avelino; BORGA, Cesário; CARDOSO Mário, O movimento dos capitães e o 25 de Abril, Planeta, 2014.
  • SÁ, Tiago Moreira, Os Americanos na Revolução Portuguesa (1974-1976), Lisboa, Editorial Notícias, 2004.
  • TELO, António J., História Contemporânea de Portugal. Do 25 de Abril à Actualidade, Vols. I e II, Lisboa, Editorial Presença, 2007-2008.

Aconselho a visita ao sítio do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra: http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=HomePage


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Capitão de abril - Salgueiro Maia








Madrugada de 25 de Abril de 74, parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém:

Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. 
Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. 
Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! 
De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. 
Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!

Salgueiro Maia

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O sonho comanda a vida...






Pedra Filosofal


Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida

tão concreta e definida como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso, em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos, que em oiro se agitam,
como estas aves que gritam em bebedeiras de azul.
é vinho, é espuma, é fermento, bichinho alacre e sedento,
de focinho pontiagudo, que foça através de tudo
num perpétuo movimento. é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel, arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral, contraponto, sinfonia,
máscara graga, magia, que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante, rosa dos ventos, Infante,
caravela quinhentista, que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim, florete de espadachim,
bastidor, paço de dança, Colombina e Arlequim,
passarola voadora, pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva, alto-forno, geradora,
cisão de átomo, radar ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que o homem sonha
o mundo pula e avança como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

MC - Promoção Especial aniversário!




Stress…? 

Stress é aquilo que acontece quando se sente falta de controlo sobre um dado acontecimento. Podemos definir stress como a resposta do nosso corpo aos desafios da vida, se sentimos que não controlamos a situação e que não podemos vencer o desafio daí pode surgir o stress... 

O stress é feito de muitas coisas... É uma família de experiências, caminhos, comportamentos, atitudes, pensamentos, emoções, palavras, silêncios… E está presente na vida de todas as pessoas de uma forma ou de outro!

Podemos achar que percebemos o "funciona" o stress, mas todos o vivenciamos de modo diferente e nem sempre sabemos qual a sua origem, o modo como nos afeta e como podemos controla-lo. Maior parte das vezes não damos a devida importância aos sintomas associados ao stress, porque são sintomas que podem acontecer em qualquer outra situação, tais como má disposição, sentido de humor instável, dores de cabeça, nervosismo sem razão aparente, explosões de raiva, medo ou irritação, falta de concentração, insónias… quando são prolongados no tempo, é provável que o seu corpo esteja sobre o efeito do stress.

No seu dia-a-dia…
  • Sente dificuldades em lidar com os acontecimentos do seu dia-a-dia? 
  • Está insatisfeito com o seu trabalho? Com os seus colegas? 
  • Tem dificuldades em tomar decisões? 
  • Perdeu a confiança em si e nas suas capacidades? 
  • Foi solicitado para uma tarefa a qual não se sente devidamente preparado? 
  • Está inquieto porque tem muitas tarefas para terminar ao mesmo tempo?
  • Sente-se aborrecido não sabe porquê?
  • Tudo isto lhe tira o sono?
  • ...

Então dê uma oportunidade a si próprio de entender o “seu” stress! 
Aumentar a sua resistência! Melhorar a sua vida! 
Os seus relacionamentos! As suas atitudes! 
Os seus comportamentos! De ser feliz…


Tópicos a ser abordados nas sessões "Dispa o seu Stress"
- Descobrir qual a ORIGEM do “seu” stress 
- Quais as CAUSAS do “seu” stress
- Compreender o IMPACTO do stress na sua vida
- Perceber até que ponto o stress o AFECTA
- Descobrir como CONTROLAR esse stress...


Não deseje que as coisas sejam mais fáceis, deseje ser mais forte!
(Jim Rohn)

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(imagem retirada da internet)


Coimbra: Gabinete de física recebe distinção europeia

O Antigo Gabinete de Física Experimental da Universidade de Coimbra é um dos mais importantes espaços europeus na história da Física. O gabinete acaba de ser distinguido como Local Histórico pela Sociedade Europeia de Física (EPS). O espaço torna-se assim num dos 19 locais distinguidos na Europa, surgindo como o segundo mais importante, na Península Ibérica, para a história da Física. O Museu de Ciência da Universidade de Coimbra, onde se encontra integrado o Gabinete de Física Experimental, reúne instrumentos e aparelhos raros utlizados em experiências no campo da Física, desde 1772. 

A distinção da EPS, que reúne as sociedades de físicos de todos os países europeus, referencia locais (entre laboratórios, institutos ou universidades), associados a uma descoberta, pesquisa ou evento que tenham contribuído para o desenvolvimento na área da Física. Entre os locais distinguidos, destacam-se o CERN, na Suíça, onde se encontra o maior acelerador de partículas do mundo, e o Instituto Niels Bohr, em Copenhaga, considerado o berço da Física atómica e nuclear moderna. 

Um dos gabinetes de física mais antigos

A candidatura foi proposta pela Sociedade Portuguesa de Física (SPF) e pelo recém criado Grupo de História da Física, e foi preparada pelos físicos Carlos Fiolhais e Décio Martins. Carlos Fiolhais refere, em comunicado enviado ao Boas Notícias, que "de entre os sítios históricos da Física na Europa selecionados até à data, o Gabinete de Física Experimental da Universidade de Coimbra é um dos mais antigos". O físico sublinha ainda que "hoje os turistas podem ver e admirar essa importante herança" e espera "que os responsáveis pela ciência portuguesa de hoje se inspirem nos exemplos antigos". 


Quatro medalhas lusas nos Olímpicos da Juventude

Portugal conquistou quatro medalhas na segunda edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, que decorreu em Nanjing, na China, entre 16 e 28 de Agosto. Maria Miguéis Teixeira, atleta portuguesa do Pentatlo Moderno de apenas 14 anos, foi a mais jovem medalhada da comitiva nacional.
De acordo com informações avançadas pelo Comité Olímpico de Portugal (COP), os participantes portugueses arrecadaram duas medalhas de ouro (ambas por equipas, no Judo e no Pentatlo Moderno, por Maria Siderot e Maria Miguéis Teixeira), uma de prata (em Vela, por Rodolfo Pires) e uma de Bronze (em Trampolins, por Pedro Ferreira). A comitiva lusa superou, com este desempenho, o resultado obtido há quatro anos na estreia dos Jogos Olímpicos da Juventude em Singapura, onde Portugal conseguiu uma medalha de ouro (em Triatlo por Equipas), uma de prata (em Taekwondo) e uma de bronze (em Natação).
Maria Miguéis Teixeira, de 14 anos, em par com o ucraniano Anton Kuznetsov na prova de Pentatlo Moderno, encerrou com o segundo ouro a participação nacional nos Jogos de Nanjing. "Foi muito intenso disputar todas as provas num só dia, um enorme esforço físico, que acabou da forma ideal", confessa a atleta em comunicado. "Vou continuar a lutar, espero conseguir um dia chegar a uns Jogos Olímpicos, pois vivem-se emoções únicas na vida que temos de perceber", acrescenta a jovem, que promete, desta forma, ir dar seguimento ao seu percurso desportivo. Para José Garcia, chefe da missão portuguesa em Nanjing, "o balanço [destes Jogos para Portugal] é muito positivo". "Os resultados desportivos são de grande mérito e as experiências adquiridas por toda a equipa olímpica - oficiais, treinadores e atletas - são algo que marcará a todos para sempre", resume o responsável.  
Apesar do sucesso, José Garcia alerta que é "prematuro" esperar que estes "vencedores" possam competir já nos próximos Jogos Olímpicos, a realizar-se no Rio de Janeiro, Brasil, em 2016. "Para alguns deles, a realidade será para Tóquio 2020. Para o Rio 2016 é um desafio muito grande para jovens desta idade, entre os 15 e os 18 anos", nota o chefe da comitiva, vincando, ainda assim, que este grupo "constitui o futuro do desporto olímpico nacional".
"[Estes atletas] são os heróis do nosso tempo, conseguindo conciliar a vida académica -- alguns no quadro de excelência das suas escolas - com a carreira desportiva, sendo dos melhores do Mundo nas suas modalidades", conclui José Garcia. O próximo grande desafio do chefe da missão serão os I Jogos Europeus, que se realizarão em Baku, no Azerbaijão, em 2015, e que vão apurar atletas de diversas modalidades para os Jogos Olímpicos do Rio. 


Portuguesa cria roteiros turísticos para invisuais

Uma estudante universitária portuguesa desenvolveu roteiros turísticos da cidade de Braga destinados a pessoas com deficiências visuais. Os percursos concebidos por Sandra Contente, aluna de mestrado em Património e Turismo Cultural na Universidade do Minho (UMinho) já estão disponíveis para os cidadãos locais. A ideia, que contou com a colaboração da Associação do Apoio ao Deficiente Visual do distrito de Braga e da Associação de Ocupação Constante, foi retirada por Sandra Contente da sua própria tese de mestrado, intitulada "Turismo Acessível na cidade de Braga: uma experiência com portadores de deficiência visual". Segundo a jovem portuguesa, este projeto surgiu da necessidade de suprimir uma lacuna existente há vários anos. "É importante apostar em iniciativas e estratégias diversificadas que permitam às pessoas com limitações físicas usufruir e conhecer melhor os vários espaços turísticos e culturais", defende Sandra Contente em comunicado enviado ao Boas Notícias.

Projeto aposta no lado sensorial de cada trajeto para que os participantes possam desfrutar de aspetos tradicionais da cidade, como o cheiro da moagem do café. © UMinho

Com este objetivo, explica a mentora do projeto, "foram definidos, em conjunto com as entidades aderentes, percursos e atividades para esta população" e Sandra Contente procurou dar um toque mais sensorial aos trajetados já delineados, tendo em consideração igrejas, museus, monumentos, estabelecimentos comerciais e outros locais "onde estes turistas pudessem sentir alguns dos aspetos tradicionais da cidade bracarense". Desde o arranque da iniciativa, várias entidades e comerciantes de Braga já integraram os itinerários adaptados, casos do Posto de Turismo de Braga, do Museu Arqueológico Dom Diogo de Sousa, do Museu Pio XII, da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, dos estabelecimentos comerciais "A Negrita" e "Som da Sé" e do artesão local Eurico Silva.
De acordo com Sandra Contente, o 'feedback' dos deficientes visuais tem também sido positivo. "Eles apreciaram bastante a atividade. Acharam é que se devia fazer mais vezes e, para isso, é necessário haver políticas públicas nesse sentido, existir a cooperação entre várias entidades e apostar na cultura da acessibilidade junto da população", declara, acrescentando que "só assim é que se pode pensar em Braga como um destino acessível".


Ambiente: Prémios mundiais para hotéis madeirenses

Quatro unidades hoteleiras portuguesas do Grupo Pestana, todas localizadas na Madeira, foram, recentemente, distinguidas com os prémios internacionais "TUI Environmental Champion Awards 2014", que reconhecem a qualidade ambiental na hotelaria e são atribuídos pela TUI Deutschland, um dos maiores operadores turísticos do mundo. 
O Pestana Carlton, o Pestana Village, o Pestana Miramar e o Pestana Palms foram os hotéis portugueses que conquistaram os galardões, entregues pelo operador desde 1996 e que destacam os hotéis que evidenciam um compromisso especial para com a proteção do meio ambiente, promovendo, dessa forma, a sua vertente de responsabilidade social.
Com as novas distinções, o grupo hoteleiro português passa a totalizar 13 prémios TUI Enviromental Champion em unidades da Madeira, arquipélago onde tem 10 hotéis e resorts.
"Para além do grau de satisfação dos nossos clientes, é através deste tipo de prémios com forte reconhecimento internacional que certificamos que estamos no caminho certo", congratula-se Luigi Valle, administrador do Grupo Pestana, em comunicado enviado ao Boas Notícias. "A aposta nas melhores práticas ambientais é uma realidade presente no dia-a-dia das nossas unidades e isso faz-se sentir junto dos colaboradores, clientes e até mesmo da sociedade em geral", acrescenta o responsável. 
O objetivo dos prémios da TUI Deutschland é aumentar a consciência ambiental e o compromisso dos intervenientes no sector hoteleiro para a sustentabilidade. Um dos requisitos exigidos é um certificado de sustentabilidade válido, reconhecido pelo GSTC (Conselho Global de Turismo Sustentável) sendo que a avaliação é feita anualmente de acordo com rigorosos critérios de seleção que passam por um inquérito de satisfação a clientes auditado externamente.


Design: Cerâmica portuguesa galardoada em Itália

A empresa portuguesa Revigrés acaba de ser premiada, em Itália, no âmbito de um dos mais prestigiados concursos de design do mundo, o A'Design Award & Competition, pelo seu pavimento amovível Revicomfort, que se sagrou o produto vencedor na categoria de "Materiais de Construção, Componentes de Construção, Estruturas e Sistemas". Trata-se de um pavimento cerâmico amovível e reutilizável, de aplicação fácil e rápida efetuada a seco (ou seja, sem a necessidade de cimento cola), e, segundo a empresa, é uma solução pronta a utilizar, que não danifica o pavimento preexistente e que permite o fácil acesso a sistemas ocultos. Em comunicado, a Revigrés informa que todos os produtos vencedores da competição, entre os quais o pavimento português, "distinguidos pela excelência em Design, Inovação, Tecnologia e Criatividade, estão numa exposição organizada pelo MOOD - Museum of Outstanding Design", a decorrer na cidade italiana de Como. 
Além disso, graças à distinção, a marca portuguesa integra a série de projetos vencedores - Winner Designs - publicados no Yearbook da competição, que reúne os melhores trabalhos de design a nível mundial. 
O A'Design Award & Competition é considerado um dos concursos mais abrangentes e prestigiados da área, tanto pela diversidade dos conteúdos como pelo rigor do processo de seleção do juri, constituído por professores universitários, profissionais, empresários e personalidades dos media com reconhecido "know how" nas áreas do design, arquitetura e artes. 
Este concurso é organizado anualmente e conta com o patrocínio do Bureau of European Design Associations (BEDA), de outras instituições de design e de vários parceiros mediáticos internacionais. Ao longo dos últimos cinco anos, a competição contou já com a participação de 30.000 projetos provenientes de 280 nações. Portugal ocupa, atualmente, o 17º lugar no ranking dos países vencedores, liderado pelos EUA. 


Livro de receitas dos Açores faz sucesso nos EUA

A luso-americana Maria Lawton publicou um livro de receitas açorianas nos Estados Unidos, "Azorean Cooking: From My Family Table to Yours", e já vendeu mais de dez mil exemplares.
"Nunca pensei que isto pudesse acontecer. As pessoas escrevem-me a dizer: lembro-me da minha mãe fazer isto, ou esta era a receita da vovó que eu adorava e nunca aprendi a fazer", disse à agência Lusa Maria Lawton. A luso-americana, que nasceu na ilha de São Miguel e mudou-se com os pais para os Estados Unidos com seis anos, começou a cozinhar depois da mãe morrer, para que o pai continuasse a comer os seus pratos preferidos.
"A minha mãe era uma grande cozinheira e ele sempre adorou a sua comida. Cozinhar foi a maneira que encontrei de tentar compensar a sua ausência. O meu pai ia dizendo que estava tudo muito bom, mas eu sabia que não estava como a comida da minha mãe", lembra Maria Lawton. A cozinheira conta que, quando o pai morreu (três anos depois da mãe), encontrou um caderno da mãe com muitas listas de ingredientes, mas nenhuma receita completa. Decidiu então viajar até aos Açores para, finalmente, aprender todos os pratos da forma original.


Dos EUA para São Miguel

Na sua ilha de origem, com a ajuda da família, conseguiu reconstruir todas as receitas. Quando regressou aos EUA, há cerca de 5 anos, começou a escrever o seu livro e criou uma página de Facebook que, entretanto, foi reunindo milhares de seguidores, contando já com mais de 18 mil fãs. Durante quatro anos trabalhou no livro, aos serões e fins de semana. A micaelense, que tem três filhas, diz que o livro foi um projeto de amor, feito a pensar nas filhas e nos sobrinhos. "Todos eles nasceram cá, mas têm muitas memórias ligadas à comida. As melhores memórias que temos são à volta de uma mesa. Não queria que passassem pelo que passei", conta. Em junho do ano passado, começou a distribuir uma edição particular pela sua família. Em pouco tempo, começaram a chegar os pedidos de amigos, estranhos e de fãs do Facebook. Passados uns meses, recebeu o telefonema da Union Park Press, uma editora de Boston.
"Azorean Cooking: From My Family Table to Yours" chegou, em Janeiro deste ano, às livrarias e ao público norte-americano, tornando-se um sucesso com mais de 10 mil exemplares vendidos. Neste momento, a autora está já a preparar um segundo livro, desta vez dedicado às sobremesas e doces dos Açores.
Notícia sugerida por Maria Pandina


Portugueses descobrem como travar leucemia infantil

Uma equipa de cientistas portugueses descobriu como travar a evolução de um tipo de leucemia que afeta crianças com frequência por intermédio da utilização de um composto farmacológico, o que poderá abrir portas ao desenvolvimento de uma terapêutica alternativa à que hoje existe. O achado é da responsabilidade de um grupo de investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, coordenado por João Taborda Barata, tendo os resultados do trabalho sido recentemente publicados na revista científica internacional Oncogene. 
Em comunicado, o IMM destaca que o estudo obteve conclusões "bastante promissoras no que respeita ao potencial desenvolvimento de uma terapêutica alternativa para o tratamento da leucemia linfoblástica aguda de células T (LLA-T), um tipo de leucemia bastante frequente em crianças". Os especialistas nacionais avaliaram o papel da proteína "CHK1" em doentes e concluíram que a mesma se encontra "hiperativada" nos casos de leucemia. Ou seja, em pessoas com a doença, a expressão deste gene está demasiado aumentada, o que permite a viabilidade das células tumorais e a proliferação da doença.
Consequentemente, a proteína em causa constitui "um novo alvo molecular para potencial intervenção terapêutica em leucemia pediátrica", explica João Taborda Barata, que acrescenta que "o curioso é que o CHK1 serve como uma espécie de travão para a multiplicação celular, mas acaba por ajudar as células leucémicas porque as mantém sob algum controlo".
"Se inibirmos o CHK1, as células tumorais ficam tão 'nervosas' - o que chamamos de 'stress replicativo' - que acabam por morrer", esclarece o investigador, responsável pela liderança da equipa, para levar a cabo esta inibição, utilizou um composto farmacológico, o PF-004777736, capaz de induzir a morte das células doentes sem afetar as células T normais. Segundo os cientistas do IMM, o uso deste composto é, portanto, capaz de interferir na proliferação das células afetadas e de interromper o seu ciclo de vida, diminuindo o desenvolvimento da doença.

Tratamentos atuais têm efeitos secundários consideráveis

A leucemia linfoblástica aguda de células T é um tipo de cancro do sangue (tumor líquido) especialmente frequente em crianças e que se carateriza por um aumento descontrolado do número de linfócitos T (glóbulos brancos), as células do sistema imunitário responsáveis por identificar e combater agentes externos causadores de infeção. A incidência de LLA em geral é relativamente similar na Europa e nos Estados Unidos da América, com um caso em cada 50.000 habitantes, sendo mais frequente no sexo masculino do que no sexo feminino e apresentando dois picos de incidência: dos dois aos cinco anos e após os 50 anos de idade.
Apesar de este tipo de leucemia ser um cancro que apresenta grande sucesso terapêutico nas crianças, os efeitos secundários resultantes das terapias atuais são bastante consideráveis, o que justifica a vontade dos cientistas de encontrar soluções alternativas para o tratamento.
Notícia sugerida por Maria Pandina, António Resende e Raquel Baêta

Créditos: Boas Notícias


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